🔢 Número por Extenso – números e valores em reais

Recibos, contratos, cheques e procurações exigem o valor em algarismos E por extenso — e é o extenso que prevalece em caso de divergência (Lei do Cheque, art. 12). Digite o número e copie o texto pronto, no formato numérico ou monetário:

🧮 Converter número

Use vírgula para decimais. Até 999 trilhões.
Digite um número

📌 As pegadinhas do extenso em português

  • "E" entra entre centena, dezena e unidade (cento e vinte e três), e antes do último grupo quando ele é < 100: "mil e cinquenta", mas "mil duzentos e trinta".
  • Cem vs. cento: 100 = cem; 101-199 = cento e... ("cento e um").
  • Milhão/bilhão flexionam: um milhão, dois milhões — e pedem "de" antes do substantivo quando redondos: "dois milhões DE reais", mas "dois milhões e cem mil reais" (sem "de").
  • Real no singular: "um real", "um milhão de reais" — e centavos: "e vinte e cinco centavos".

❓ FAQ

Se o número e o extenso divergem no cheque, qual vale?

O extenso, por lei (Lei 7.357/85, art. 12). Em contratos, a praxe e a jurisprudência seguem a mesma lógica — por isso capriche no extenso, ele é a versão "oficial".

Bilhão brasileiro é igual ao americano?

Sim: 10⁹ (mil milhões), na escala curta usada no Brasil e nos EUA. Em Portugal e na Europa continental, "bilião" tradicionalmente é 10¹² — cuidado ao traduzir documentos financeiros.

Como escrever números em textos formais?

Convenção editorial comum: zero a dez (ou doze) por extenso, a partir daí em algarismos — exceto início de frase (sempre extenso) e valores monetários em documentos (os dois formatos).

Por que documentos exigem o valor duas vezes

A dupla grafia é tecnologia antifraude analógica: alterar "R$ 1.250,75" para "R$ 4.250,75" exige mudar um dígito; alterar "mil duzentos e cinquenta reais" para "quatro mil..." exige reescrever a linha — visível a olho nu. A mesma lógica protege recibos, notas promissórias, procurações e contratos até hoje, mesmo na era digital: em PDFs assinados, a divergência entre número e extenso continua sendo argumento central em disputas, e o extenso segue vencendo.

Números que dão nó (e como esta ferramenta resolve)

O extenso na história: de Roma aos bancos digitais

Escrever números por extenso antecede os algarismos arábicos na Europa — documentos medievais usavam extenso e numerais romanos justamente porque os algarismos "novos" (e fáceis de adulterar: 0→6, 1→4) demoraram séculos para ganhar confiança em contratos. Florença chegou a proibir algarismos arábicos em registros bancários em 1299. Sete séculos depois, o PIX dispensou o extenso — mas o cartório, o cheque e o contrato de aluguel continuam fiéis à tradição florentina.

Perguntas frequentes adicionais

Números negativos e ordinais?

Negativos: prefixe "menos". Ordinais (décimo, vigésimo...) são outra tabela de palavras — se houver demanda, adicionamos um modo ordinal à ferramenta.

Vale para português de Portugal?

Quase tudo coincide; as diferenças aparecem em "catorze/quatorze" (ambos corretos no Brasil), "dezasseis/dezesseis" e no bilião (10¹²). Nossa saída segue o padrão brasileiro.